O bitcoin avança e tenta se recuperar nesta sexta-feira (4) após as fortes quedas da véspera e ao longo da semana, em meio à escalada das tensões na guerra comercial com retaliações da China a medidas tarifárias americanas. Movimento destoa das pesadas perdas das ações em Wall Street.
Por volta das 16h24 (horário de Brasília), o bitcoin operava em alta de 2,9%, cotado a US$ 84.420,00, segundo dados da Binance. Já o Ethereum subia 1,56%, a US$ 1.813,28. Apesar do avanço expressivo, o bitcoin ainda acumula queda de 3,72% na semana. Na véspera, a maior criptomoeda do mundo chegou a tocar o patamar de US$ 81 mil, em meio à aversão ao risco.
Para a Capital Economics, a resposta da China é “agressiva” e representa uma escalada que torna improvável um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo no curto prazo. Já o JPMorgan vê o atual cenário como “potencialmente mais perturbador” para os mercados.
“As tarifas estão redesenhando o comércio global, reduzindo a dependência do dólar, mudando taxas de financiamento e desconectando os EUA”, afirma James Davies, CEO da Crypto Valley Exchange. “Criptomoedas, por sua natureza descentralizada, tendem a se beneficiar desses movimentos – embora o futuro das empresas cripto com base nos EUA seja bem mais incerto”, acrescenta.
Segundo Tracy Jin, COO da corretora MEXC, o aumento da volatilidade tende a persistir. “Tarifas retaliatórias, provocações e intervenções verbais alimentam a instabilidade do mercado cripto”. Jin prevê que um desaquecimento da economia dos EUA pode levar o Fed a cortar juros, pressionando o dólar e os Treasuries, o que pode limitar os criptoativos. Ela estima o bitcoin entre US$ 76.000 e US$ 78.000 no fim de abril.
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Este conteúdo foi originalmente publicado em Bitcoin sobe quase 3% e destoa de NY com tentativa de recuperação no site CNN Brasil.
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