Mais de um bilhão de pessoas utilizam o Google Maps mensalmente para se orientar, mas recentes mudanças, como a alteração do “Golfo do México” para “Golfo da América” e o retorno do “Monte Denali” ao nome “Monte McKinley”, levantaram questionamentos.
Em um artigo do The Conversation, a pesquisadora Susan Dieleman, da Universidade de Lethbridge, no Canadá, aponta que essas mudanças não foram apenas linguísticas, mas também políticas, e incluem a exclusão de avaliações negativas sobre as modificações, gerando um debate sobre a manipulação da percepção pública.
Pesquisadores sugerem que essas alterações podem ser mais impactantes do que parecem, já que o Google Maps, como uma ferramenta digital, pode afetar nossa cognição.
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A teoria da cognição estendida, proposta nos anos 90, sugere que ferramentas como o smartphone se tornam parte do nosso processo de pensamento, substituindo funções cognitivas importantes, como memória e tomada de decisões.
Assim, mudanças sutis no mapa podem alterar nossa percepção sem percebermos.
Estamos consumindo o que o Google quer
- O problema não é apenas a renomeação de locais, mas a manipulação passiva das informações que consumimos.
- Quando o Google exclui críticas negativas, ele facilita a aceitação das mudanças pelos usuários, moldando a percepção de forma sutil, mas eficaz.
- Essa manipulação pode ser vista como uma forma de coerção disfarçada de conveniência.
Com a crescente dependência de tecnologias como smartphones, a questão de quem controla as informações que consumimos se torna crucial.
À medida que essas ferramentas se integram à nossa mente, é importante estar ciente de como elas podem influenciar nosso pensamento e percepção do mundo, muitas vezes sem termos consciência disso.

O post Google Maps está fazendo lavagem cerebral em usuários? Entenda apareceu primeiro em Olhar Digital.
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