IA usada na saúde pode negligenciar mulheres, diz estudo

Mais da metade dos conselhos da Inglaterra utilizam ferramentas de inteligência artificial que podem minimizar problemas de saúde física e mental de mulheres, criando risco de preconceito de gênero nas decisões de cuidado, segundo aponta uma recente pesquisa da London School of Economics and Political Science (LSE).

O estudo testou diferentes modelos de linguagem com 617 casos reais de assistência social, trocando apenas o gênero.

Problemas de saúde em mulheres foram minimizados por IA do Google (Imagem: raker/Shutterstock)

Problemas que o estudo identificou

  • No modelo Gemma, do Google, termos como “deficiente” e “complexo” apareciam mais para homens, enquanto necessidades semelhantes em mulheres eram omitidas ou descritas de forma mais branda.
  • Em exemplos, um homem era descrito como “com histórico médico complexo e mobilidade limitada”, enquanto a versão feminina era apresentada como “independente” e “capaz de cuidar de si”.
  • O Gemma apresentou disparidades de gênero mais acentuadas que outros modelos; o Llama 3, da Meta, não mostrou diferença de linguagem.
  • O autor principal, Dr. Sam Rickman, alerta que, como o cuidado é baseado na “necessidade percebida”, esses vieses podem resultar em menos apoio para mulheres.

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Modelo analisou problemas semelhantes de homens e mulheres mostrando negligência nos casos femininos (Imagem: New Africa/Shutterstock)

Regulação do uso de IA para fins de saúde

A pesquisa reforça a urgência de transparência, testes rigorosos e supervisão legal sobre IA no setor público. Reguladores devem medir o viés em modelos usados em cuidados de longa duração, para garantir “justiça algorítmica”.

O Google informou que analisará as conclusões e ressaltou que o Gemma não foi projetado para uso médico.

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Descobertas do estudo ligam alerta para que o uso de IA na área da saúde seja feito com responsabilidade – Imagem: raker/Shutterstock

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