O Ibovespa (IBOV) cedeu à forte pressão externa, com a escalada da guerra tarifária iniciada pelos Estados Unidos. Dessa vez, a China decidiu retaliar as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, e impôs uma taxa de 34% sobre a importação dos produtos norte-americanos.
Nesta sexta-feira (4), o principal índice da bolsa brasileira fechou aos 127.256,00 pontos, com queda de 2,96% — no menor nível desde 14 de março. Na semana, o Ibovespa recuou 3,52%.
Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,8350, com avanço de 3,68% sobre o real.
Pelo segundo dia consecutivo, as petroleiras lideraram a ponta negativa do Ibovespa. Brava Energia (BRAV3) registrou a maior perda do setor e do principal índice da bolsa brasileira com recuo de quase 13%. Prio (PRIO3), PetroReconcavo (RECV3) e Petrobras (PETR3;PETR4) — sendo a ação mais negociada no mercado acionário doméstico — também figuraram entre as maiores quedas.
A derrocada dos papéis das petroleiras acompanha o desempenho do petróleo no mercado internacional, em meio à escalada de uma guerra comercial após a China retaliar o plano tarifário dos Estados Unidos. Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho, encerraram com baixa de 6,50%, a US$ 65,58 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Apenas três ações fecharam em alta: Carrefour (CRFB3), Minerva (BEEF3) e Klabin (KLBN11).
No caso da varejista, os investidores reagiram ao avanço no processo de deslistagem da companhia. Minerva subiu com a expectativa de que a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos beneficie o setor frigorífico; Klabin teve leve alta com apoio da forte valorização do dólar.
Exterior
Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq, que reúne as maiores empresas do setor de tecnologia, entrou em ‘bear market’, com a queda de 22% em relação às máximas históricas — que foram alcançadas em dezembro. O Dow Jones registrou o maior declínio desde junho de 2020. Já o S&P 500 teve a maior queda diária desde março de 2020, com queda de mais de 10% em apenas dois dias.
Durante a sessão, o VIX (CBOE Volatility Index), indicador que mede a aversão ao risco de Wall Street, também conhecido como o “termômetro do medo”, disparou mais de 50%, atingindo o maior nível desde março de 2020.
- Confira o que movimentou o pregão em: Wall Street despenca 5% e tem pior desempenho em 5 anos; Nasdaq entra em ‘bear market’
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